sábado, 21 de maio de 2011

Qual é a sua Propaganda?

Todos os dias você acorda pela manhã, opta por escolher uma roupa que goste – algumas pessoas optam por colocar qualquer uma – e nesse mesmo dia você escolhe o tempo todo coisas e ideias que mais tenham semelhança com que você acredita. Essa é a primeira imagem que você transmite às pessoas ao seu redor.



Alguns optam pelo tradicional, pelo comum, pelo mais praticado; outros optam pelo inovador, pelo menos provável. Essas constantes decisões expressam nossos valores, nossas aretês (conforme definição do post anterior).



Se as escolhas que tomamos ou deixamos de tomar fossem fragmentadas em comerciais... (Sim, aqueles informes publicitários que duram segundos entre uma programação e outra do seu jornal, seriado, novela ou filme preferido) perceberíamos de forma mais clara como somos tendenciados a um estilo de vida, a um comportamento predominante.


Não poderíamos deixar de apresentar neste post, alguns bons comerciais para nossa vida. Marcas a parte, o importante é focarmos em seu conteúdo, do que eles estão cheios... Do que você está cheio?



Coca Cola: Os bons são maioria!

Cenário1: Quantas vezes deixamos de mudar o mundo, em nossas atitudes diárias, pois as julgamos mínimas diante das mazelas do mundo... Então, hora de afirmar: Precisamos sim fazer algo pequeno para mudarmos o curso de destruição do planeta e das relações humanas.






Pepsi: Copa do Mundo 2010

Cenário2: Quantas vezes, além de não fazermos nada (ou pouquíssimo) para mudar o cenário 1, desanimamos ou desestimulamos os que fazem algo para ajudar nosso time a ganhar.Sabem quais times são esses, que de repente você ao invés de ajudar, está atrapalhando? O time que joga contra a poluição, as brigas de trânsito, o desarmamento, o trabalho infantil, o descaso, o mau humor, o ciúme possessivo...







Quantos times, não é mesmo? De que lado você está? Em qual posição do campo? Sinto que agora é a hora de pensarmos qual é o nosso comercial. O que compartilhamos com as pessoas que nos assistem diariamente? Quais valores expressamos?




Entre e Compartilhe Aretê.

Claudia Moreno e Karen Bezerra

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A Concepção de Aretê: da história à era da criatividade

Muitos de nós sonhamos ou corremos atrás da tão falada “vida melhor”, ou seja, a adequação perfeita de nossos direitos e deveres, bem como a prática de nossos valores em sinergia com nosso padrão de felicidade e estilo de vida.

Poucos sabem que isso já era almejado há muitos anos atrás, desde a civilização grega que, em busca da excelência do viver designou Aretê como o porta-voz deste ideal. A etimologia da palavra aretê, de origem grega, representa a "adaptação perfeita, excelência, virtude”. Mais do que isso é a expressão de uma sociedade que acreditava que cada indivíduo é dotado de habilidades que seriam utilizadas para defender e/ou alcançar um propósito diante a essência da vida: a felicidade plena.

Na Grécia Antiga, aretê significava também a coragem e a força de enfrentar todas as adversidades, e era uma virtude que todos aspiravam. Dessa forma passou a ser fundamental como base educacional do século IV a.C, pois contribuia na formação de cidadãos virtuosos com capacidade de assumir com êxito as funções que a sociedade estabelecia.

Novos modelos de civilizações foram criados e os homens absorveram a essência da
perfeição de Aretê, porém passaram a esquecer a sua finalidade, ou seja, o objetivo de bem comum por meio das habilidades e valores individuais. E começaram a utilizá-la em busca de uma produção de “bens”, desta vez não comum à todos, mas sim partidários assim como a sociedade industrial.

A qualidade que ditou as regras na Sociedade Industrial foi sem dúvidas, a eficiência. A capacidade de produção em menor tempo possível determinava o ritmo do crescimento das empresas e os melhores resultados. Já dizia Henry Ford: "Você pode ter o carro da cor que quiser, contanto que ele seja preto". E assim as linhas de montagem disparavam sem a necessidade de diferenciar o processo de pintura. Para os trabalhadores, bastava conhecer metade do processo.

A sociedade que se seguiu após a revolução industrial já não poderia ser mais a mesma. As bases econômicas mudaram, surgiram novas tecnologias e os setores de serviços e comunicação cresceram.
Sobrevivendo à avalanche de informações que o desenvolvimento tecnológico nos proporcionou, o capital humano constituiu então a Sociedade do Conhecimento. E nesse contexto o ser humano adquiriu uma responsabilidade insubstituível: a criatividade.

O mundo tornou-se volátil, o relacionamento mobile, bem como a ascensão das mídias sociais colaborativas e expressivas, deram voz aos consumidores permitindo a expressão de suas opiniões, necessidades e experiências. No início de 2009 a Technorati identificou 13 milhões de blogs ativos no mundo. Entre 2008 e 2009 o número de seguidores no Twitter aumentou 1.298%. O poder está com aqueles que não somente detém informação, mas principalmente com os que sabem como organizá-la com agilidade e utilizá-la de forma estratégica e eficaz.

Seja bem vindo à era da colaboração, da conectividade, da cocriação. O tempo no qual manter uma rede de valores sólida é essencial para a construção do mundo onde desejamos viver, com empresas mais saudáveis, consumidores mais conscientes, famílias mais estruturadas e comunidades melhor assistidas.

É sobre isso que vamos falar aqui, ideias que busquem excelência na adaptação ao novo ambiente que nos é proposto, por meio de valores éticos e duradouros.

Entre e compartilhe Aretê,
Até o Próximo Post.


Claudia Moreno e Karen Bezerra