terça-feira, 2 de agosto de 2011

Efeito Libélula: as redes sociais serão capazes de transformar a sociedade?

A libélula é um símbolo de renascimento, expressa a essência dos tempos de mudança. Pode voar em qualquer direção e inclusive, parar no ar, batendo suas quatro asas de forma sincronizada. A analogia feita pelos autores do livro “The Dragonfly Effect” , Jennifer Aaker e Andy Smith, destaca quatro etapas do processo de eficiência em mídias sociais que devem funcionar em sincronia, assim como as asas da libélula, sendo elas: “ter foco”, “ conquistar a atenção”, “engajar” e “agir”.
Em suma, a mensagem transmitida pela obra é que para se obter resultados eficazes nas mídias sociais é preciso considerar a verdade humana como principal motivação. É o sentimento humano, a emoção, que mobiliza pessoas em torno de uma causa comum. E assim, coordenando pequenas iniciativas é possível construir uma grande rede de valores, capaz de promover uma verdadeira transformação social.
As mídias sociais personificam empresas, aproximam pessoas e concretizam ideais.
O Pepsi Refresh Project é um excelente exemplo desse efeito, criado em 2010 nos EUA, o projeto desafia as pessoas a usarem a criatividade e a imaginação com idéias para um mundo melhor. Os participantes enviam seus projetos pelo site, promovem para seus contatos e fazem uma votação online. As idéias mais votadas podem receber prêmios de até 250 000 dólares para colocá-las em prática. 

Como este, podemos citar muitos outros esforços de pessoas e empresas para um impacto positivo. Essa é a grande realização do Efeito Libélula, utilizar justamente a internet, conhecida por divulgar uma quantidade absurda de informações inúteis, para concretizar ações efetivamente relevantes para a sociedade.



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Até a próxima!
Claudia Moreno e Karen Bezerra

terça-feira, 14 de junho de 2011

Virada Sustentável: A 1ª edição de nosso dia-a-dia







Foi realizado nos dia 4 e 5 de Junho a primeira edição da Virada Sustentável na cidade de São Paulo. Com o objetivo de difundir e ampliar a informação sobre sustentabilidade na sociedade, a programação do evento contemplou a arte e as atividades lúdicas como principais ferramentas de comunicação e, inspirou as pessoas a enxergarem na sustentabilidade um valor coletivo.


De acordo com os organizadores da Virada Sustentável, foram 480 atividades culturais e educativas estrategicamente distribuídas em 78 espaços em várias regiões da cidade. “A população que participou foi diversa em todos os sentidos – faixa etária, qualificação profissional, situação econômica… não tinha como a Virada ser mais inclusiva!”, comemoram o jornalista André Palhano e a publicitária Mariana Amaral, organizadores do evento.

Dentre as diversas atividades e resultados que edição proporcionou para os cidadãos da cidade de SP, destacam-se a coleta e destino correto de 25 mil quilos de lixo eletrônico, atividades interativas com o público, exposições, filmes, debates e oficinas de manejo de resíduos para conscientizar os consumidores da importância da preservação ambiental, bem como ações que resgataram o interesse cultural e social dos paulistanos.

Além disso as 500 mil pessoas participantes das programações foram de certa forma sensibilizadas e orientadas sobre como fragmentar o tema sustentabilidade em um conjunto de ações simples, cotidianas e efetivas para tornar os dias da sociedade mais saudáveis, duradouros e quem sabe mais sustentáveis.

Essa continuidade é o desejo e a dica que a Aretê Comunicação deixa para quem participou, ou não, da primeira edição da Virada Sustentável.


Claudia Moreno e Karen Bezerra

Aretê Comunicação

sábado, 4 de junho de 2011

Atitude e inovação, as bases da inclusão financeira

Em 18/05 aconteceu o 7º Diálogo Aberto promovido pelo Banco Santander no RJ, onde discutimos o papel das instituições financeiras na bancarização das classes C e D. Um dos palestrantes, Lauro Gonzalez, Coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Professor de Contabilidade e Finanças da FGV, abordou a questão das diferenças entre bancarização e inclusão financeira.

E como falar sobre inclusão financeira sem mencionar a visão de sustentabilidade essencial para essa transformação?

Os bancos têm um importante papel nesse processo, principalmente no que diz respeito à orientação sobre o uso correto e consciente dos recursos. A educação continua sendo a base fundamental para a evolução da sociedade em todos os seus aspectos.

Mas vale lembrarmos que a inclusão financeira não passa necessariamente pela bancarização. Considerando que no Brasil, 80% do Bolsa Família é pago por meio de correspondentes bancários; isso mesmo, casas lotéricas, correios, farmácias e supermercados; percebemos que existem alternativas inovadoras que contribuem de forma singular na inclusão financeira.

Um bom exemplo é o programa-piloto desenvolvido pela Vodafone: o M-PESA. No programa, instituições de microcrédito emprestam pequenas quantias para populações sem acesso bancário; essas recebem os valores por meio do celular, utilizando-o como um cartão de débito. O programa atende, principalmente, regiões onde não há agências bancárias e locais onde carregar quantias em dinheiro é arriscado. É um programa extraordinário, indiscutivelmente inovador, que facilitou o dia-a-dia de grande parte da população do Quênia.


“É preciso inovar para incluir.” Concordo com o Professor Lauro, as classes emergentes estão cada vez mais participativas e conectadas, e muito mais do que funcionalidade, exigem proximidade e relacionamento. É necessário criatividade e atitude para fazer da inclusão financeira um meio de redução das desigualdades sociais e econômicas do nosso país.

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Até a próxima!

Claudia Moreno e Karen Bezerra

sábado, 21 de maio de 2011

Qual é a sua Propaganda?

Todos os dias você acorda pela manhã, opta por escolher uma roupa que goste – algumas pessoas optam por colocar qualquer uma – e nesse mesmo dia você escolhe o tempo todo coisas e ideias que mais tenham semelhança com que você acredita. Essa é a primeira imagem que você transmite às pessoas ao seu redor.



Alguns optam pelo tradicional, pelo comum, pelo mais praticado; outros optam pelo inovador, pelo menos provável. Essas constantes decisões expressam nossos valores, nossas aretês (conforme definição do post anterior).



Se as escolhas que tomamos ou deixamos de tomar fossem fragmentadas em comerciais... (Sim, aqueles informes publicitários que duram segundos entre uma programação e outra do seu jornal, seriado, novela ou filme preferido) perceberíamos de forma mais clara como somos tendenciados a um estilo de vida, a um comportamento predominante.


Não poderíamos deixar de apresentar neste post, alguns bons comerciais para nossa vida. Marcas a parte, o importante é focarmos em seu conteúdo, do que eles estão cheios... Do que você está cheio?



Coca Cola: Os bons são maioria!

Cenário1: Quantas vezes deixamos de mudar o mundo, em nossas atitudes diárias, pois as julgamos mínimas diante das mazelas do mundo... Então, hora de afirmar: Precisamos sim fazer algo pequeno para mudarmos o curso de destruição do planeta e das relações humanas.






Pepsi: Copa do Mundo 2010

Cenário2: Quantas vezes, além de não fazermos nada (ou pouquíssimo) para mudar o cenário 1, desanimamos ou desestimulamos os que fazem algo para ajudar nosso time a ganhar.Sabem quais times são esses, que de repente você ao invés de ajudar, está atrapalhando? O time que joga contra a poluição, as brigas de trânsito, o desarmamento, o trabalho infantil, o descaso, o mau humor, o ciúme possessivo...







Quantos times, não é mesmo? De que lado você está? Em qual posição do campo? Sinto que agora é a hora de pensarmos qual é o nosso comercial. O que compartilhamos com as pessoas que nos assistem diariamente? Quais valores expressamos?




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Claudia Moreno e Karen Bezerra

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A Concepção de Aretê: da história à era da criatividade

Muitos de nós sonhamos ou corremos atrás da tão falada “vida melhor”, ou seja, a adequação perfeita de nossos direitos e deveres, bem como a prática de nossos valores em sinergia com nosso padrão de felicidade e estilo de vida.

Poucos sabem que isso já era almejado há muitos anos atrás, desde a civilização grega que, em busca da excelência do viver designou Aretê como o porta-voz deste ideal. A etimologia da palavra aretê, de origem grega, representa a "adaptação perfeita, excelência, virtude”. Mais do que isso é a expressão de uma sociedade que acreditava que cada indivíduo é dotado de habilidades que seriam utilizadas para defender e/ou alcançar um propósito diante a essência da vida: a felicidade plena.

Na Grécia Antiga, aretê significava também a coragem e a força de enfrentar todas as adversidades, e era uma virtude que todos aspiravam. Dessa forma passou a ser fundamental como base educacional do século IV a.C, pois contribuia na formação de cidadãos virtuosos com capacidade de assumir com êxito as funções que a sociedade estabelecia.

Novos modelos de civilizações foram criados e os homens absorveram a essência da
perfeição de Aretê, porém passaram a esquecer a sua finalidade, ou seja, o objetivo de bem comum por meio das habilidades e valores individuais. E começaram a utilizá-la em busca de uma produção de “bens”, desta vez não comum à todos, mas sim partidários assim como a sociedade industrial.

A qualidade que ditou as regras na Sociedade Industrial foi sem dúvidas, a eficiência. A capacidade de produção em menor tempo possível determinava o ritmo do crescimento das empresas e os melhores resultados. Já dizia Henry Ford: "Você pode ter o carro da cor que quiser, contanto que ele seja preto". E assim as linhas de montagem disparavam sem a necessidade de diferenciar o processo de pintura. Para os trabalhadores, bastava conhecer metade do processo.

A sociedade que se seguiu após a revolução industrial já não poderia ser mais a mesma. As bases econômicas mudaram, surgiram novas tecnologias e os setores de serviços e comunicação cresceram.
Sobrevivendo à avalanche de informações que o desenvolvimento tecnológico nos proporcionou, o capital humano constituiu então a Sociedade do Conhecimento. E nesse contexto o ser humano adquiriu uma responsabilidade insubstituível: a criatividade.

O mundo tornou-se volátil, o relacionamento mobile, bem como a ascensão das mídias sociais colaborativas e expressivas, deram voz aos consumidores permitindo a expressão de suas opiniões, necessidades e experiências. No início de 2009 a Technorati identificou 13 milhões de blogs ativos no mundo. Entre 2008 e 2009 o número de seguidores no Twitter aumentou 1.298%. O poder está com aqueles que não somente detém informação, mas principalmente com os que sabem como organizá-la com agilidade e utilizá-la de forma estratégica e eficaz.

Seja bem vindo à era da colaboração, da conectividade, da cocriação. O tempo no qual manter uma rede de valores sólida é essencial para a construção do mundo onde desejamos viver, com empresas mais saudáveis, consumidores mais conscientes, famílias mais estruturadas e comunidades melhor assistidas.

É sobre isso que vamos falar aqui, ideias que busquem excelência na adaptação ao novo ambiente que nos é proposto, por meio de valores éticos e duradouros.

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Até o Próximo Post.


Claudia Moreno e Karen Bezerra